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A origem da 'feira do livro'.
03/05/2017

 A origem da 'feira do livro'.

Antes da invenção da imprensa, havia poucos livros na Europa. As bibliotecas possuíam poucos exemplares (200... 300...), e não havia sequer 20 bibliotecas na Europa. Somente pessoas muito ricas poderiam possuir um livro confeccionado em edição mega ultra limitada a 1 exemplar. Isso sim que é customização! Consideremos, ainda, que a maioria das pessoas era analfabeta. (Hoje, há mais pessoas alfabetizadas do que nos séculos anteriores? Pode ser. Mas o percentual de analfabetismo funcional é elevadíssimo - até entre universitários. As pessoas têm acesso facilitado a livros impressos e eletrônicos. Há muitos livros: de pouca qualidade não apenas pelo estilo literário, mas pelas mentiras e devassidões publicadas.) A Igreja valeu-se do belo e abnegado serviço dos monges copistas para que a Palavra de Deus não fosse restringida à memória oral dos fiéis. 
Mesmo com a invenção da imprensa, havia um problema: a distribuição dos livros. Havia o livro na gráfica; talvez houvesse leitor interessado (com grana) para comprar o livro; mas o leitor em potencial não sabia da existência daquele livro (com assunto que lhe interessasse, enfim), nem sequer sabia onde o livro estava à venda.

Eis que surge a ideia na cabeça de cristoph friederich nicolai, um escritor. Num momento histórico em que banqueiros (prestem atenção: banqueiros) bancavam falsos filósofos e autores para disseminar 'histórias' que denegrissem a Igreja, nicolai pensa em promover feiras do livro. Assim, ele passa em gráficas, reúne os livros que o interessam (tudo aquilo que promovesse calúnias sobre a Igreja), e leva para praças públicas. O 'impulso intelectual', na verdade, foi apenas uma estratégia ideológica para disseminar material que distorcesse fatos, criando o ambiente favorável para a derrubada da monarquia. A revolução francesa não foi algo espontâneo. Diga-se: é bom refletirmos sobre os interesses daqueles que derrubaram o Império no Brasil para criar a república; o interesse dos que fizeram de tudo para que o Regime Militar acabasse...

Voltando ao assunto. Ao dizerem que os 1000 anos entre a queda do Império Romano do Ocidente (séc; V) e a queda do Império Romano do Oriente (XV) foi uma 'era das trevas, os ideólogos iluminados' incutiram na cabeça do povo que os valores judaico-cristãos deveriam ser extirpados para que 'renascesse' a 'luz da Razão' (do pensamento pagão da Antiguidade, em que a mulher era tratada como coisa, a saber, pelo chefe de família).

Padre Paulo observa que, na chamada Idade Média (algo depreciativo... como se nem fosse digno de um nome mais adequado; algo entre as Idades 'maravilhosas' - Antiguidade e Moderna), o Cristianismo popularizou-se principalmente por ação das mulheres que, diferentemente do que ocorria sob o pensamento pagão da Antiguidade pré-cristã, as mulheres começaram a ser tratadas com respeito pelos maridos, que não detinham mais o 'direito' (abominável) de matar as mulheres. Sim, queridos: o feminicídio foi uma prática combatida pela Igreja na Idade Média. Aliás, a escravidão reaparece como fruto do 'renascimento', pois, nos 1000 anos de influência dos valores cristãos no Velho Mundo, a relação entre servos da gleba e senhores feudais não era o de escravidão. Havia uma aliança entre as partes, em que o servo da gleba, proprietário da terra, aceitava pagar impostos ao senhor feudal a fim de obter proteção contra malfeitores, etc. Analisem o que se instituiu nas sociedades socialistas/comunistas, onde se atacam os valores judaico-cristãos. Mais: informem-se como os ricos estiveram por detrás da revolução francesa, como hoje os ricos metacapitalistas, a exemplo de george soros, financiam ong's e 'movimentos', associações, etc para disseminar pensamentos e condutas que contrariam diametralmente os valores judaico-cristãos, promovendo, ainda, ações de ataque escancarado à Igreja, conquanto calam-se sobre os abusos, por exemplo, cometidos contra as mulheres, contra os homossexuais que vivem nos países em que o Cristianismo é sistematicamente perseguido. Percebam como determinadas ideologias se apoiam na suposta promoção de cultura, educação... e estudo da História, a fim de disseminar pensamentos que invertem valores morais, a ponto de se promover a 'ideologia de gênero' nas salas de aula, em escolas de ensino fundamental e médio.

As coisas começaram a ser instrumentalizadas há muitos séculos para disseminar mentiras sobre o Cristianismo, particularmente sobre a Igreja Católica, que ainda se mantém como baluarte do mundo que não pretende sucumbir aos desejos do maligno.

Recomendo que estudem "História da Igreja Antiga". Inscrevam-se no site <https://padrepauloricardo.org>.
"As portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja." (São Mateus 16:18)

Paz e bem.

Cristian Rogers S. D.

P.S.: Escrevi o texto acima com base nas informações recolhidas na segunda aula do curso de "História da Igreja Antiga", curso a que tenho acesso online pelo site do Padre Paulo Ricardo. Inseri algumas reflexões, pontos de vista que não foram citados no curso, mas que refletem minhas observações sobre fatos que influenciam politicamente a conjuntura mundial e os acontecimentos em nosso País. Aos que quiserem se aprofundar sobre as conspirações contra a Igreja, leiam: "John Robison, A. M., Proofs of a Conspiracy against all the Religions and Governments of Europe carried on in the secret meetings of Free Masons, Illumninati, and Reading Societies, Third Edition, 1798".

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